Na terça-feira, 7 de julho de 2026, Dia de Seu Zé Pelintra, o Cacique de Ramos participou, pela primeira vez, da festa anual dedicada à malandragem, aos pés dos Arcos da Lapa, no Santuário Nacional de Zé Pelintra.
Um evento especial em todos os sentidos, com a harmonia e a alegria que só quem é malandro sabe como são. Organização atenciosa e toda a corriola presente.
Recebido com muito carinho e respeito, o Cacique de Ramos foi representado por sua comandante, Karla Presidente; pelo vice-presidente Márcio Nascimento; pela diretora-geral Cristhian Kelly; e também pela Diretoria de Ouro, pela porta-estandarte Joana D’Arc, pela cantora Margarete Mendes e pela Corte Glória Caciqueana.
Todos acompanharam as apresentações de artistas como Marquinhos Sathan e Juninho Thybau, além da própria Margarete Mendes, que tem as alcunhas de Rainha da Lapa e Negona do Axé associadas à sua carreira e religiosidade.
Padrinho do evento, Celinho Show, bailarino que performa como Seu Zé diuturnamente e com excelência, foi um dos anfitriões da festa e, claro, fez uma apresentação à altura de sua história.
Chamada ao palco, a comitiva caciqueana foi reverenciada e aplaudida em memória de Bira Presidente, pela trajetória da instituição e pela atuação da nova gestão. Fábio Feliciano, vice-presidente do Santuário, iniciou a recepção com congratulações que emocionaram a todos.
Logo após, a presidente do Santuário de Seu Zé Pelintra, Flávia Pires, tomou a palavra. Ao dizer “de mulher para mulher”, exaltou a presença e as responsabilidades de Karla e Kelly nos postos de poder do bloco e pontuou a força matriarcal. Também destacou a atuação do vice-presidente Márcio Nascimento na condução da Diretoria de Ouro e definiu o grupo como braço efetivo e potente. Por fim, o Professor, presidente de honra do Santuário, dirigiu palavras de reconhecimento à comitiva.
Karla Presidente agradeceu, em nome de todos, o acolhimento recebido e a oportunidade de levar o Cacique a esta celebração da fé e da cultura.
À comitiva foi entregue o troféu que marca a festa de 2026. Sob a egrégora da malandragem, a homenagem assinalou, sobretudo, o início desta parceria, constituída por laços de espiritualidade, como bem lembrou o vice-presidente Márcio Nascimento. Ao se dirigir ao público e aos organizadores, ele ressaltou que, no Doce Refúgio, há um espaço dedicado a Seu Zé, personalizado desde os tempos de Bira Presidente, cujo cuidado e continuidade são mantidos com zelo e apreço.
Para encerrar a participação, a diretora da Corte, Mônica Rocha, pôs em cena o show preparado para o evento, com clássicos do samba. A chuva, nesta hora, apertou, mas o povo não deu trégua e sambou junto com Bruno Barão, que foi de malandro a Índio Caciqueano em sua performance. Ele esteve acompanhado por Kayza Regina, segunda princesa do bloco; Eliza Cruz, rainha do Carnaval; e pelas musas Ana Coelho, Laila Avlis e Laryssa Maia.
Aos pés dos Arcos da Lapa, o Cacique de Ramos teve sua história saudada, a memória de Bira Presidente reverenciada e sua nova gestão acolhida por quem reconhece a força de sua tradição.
Salve Seu Zé!
Salve a malandragem!
Salve o Cacique de Ramos!Fotos: Raquel Leotta e Marcia Silva