Forte e destemido o Cacique de Ramos realizou mais uma feijoada de sucesso e superou com a grandeza do samba a ausência da patente de Nelson Sargento.

Servido desde as 13h, a feijoada do Doce Refúgio contou a presença de sua madrinha, D. Esmerilda, mãe do saudoso Luiz Carlos da Vila. Saborosa, a iguaria foi degustada ao som do Grupo Voz Ativa.

Ponto alto deste domingo de sol e calor na Cidade Maravilhosa em que Bira Presidente e sua Diretoria de Ouro receberam inúmeras caravanas foi a marcante atuação das Alas Reunidas do bloco, e também das beldades da Tribo. Simpatia, alegria e beleza garantidas que enalteceram o evento.

Com o grupo Quinteto Cacique a postos, a programação da Roda de Samba seguiu com as participações especiais de Rafinha Bessa, Nego Vando, Gabrielzinho de Irajá, Juninho Thybau e Chacal do Sax até o término do evento que sofreu a ausência do grande homenageado da noite devido a problemas pessoais. Do alto de seus 90 anos, Nelson Sargento, a lenda viva do Samba é o orgulho a todos os sambistas. Sua trajetória subtrai qualquer carência, pois sua história o precede, e sem duvida alguma e apesar da falta sentida, seu legado de múltiplas faces artísticas é suficiente merecedor de todas as honrarias. Lisonjeado com mais uma linda e especial condecoração em sua vida e carreira, o Baluarte da Estação Primeira de Mangueira, madrinha do Cacique de Ramos, garante que em outra oportunidade estará presente no Templo Sagrado do Samba.

Sem deixar o Samba agonizar ou morrer, Bira Presidente foi quem deu a noticia ao público ladeado por sua Diretoria de Ouro. O Cacique Maior externou seu respeito e a reverencia ao mestre Nelson Sargento, que foi aplaudido por todos presentes no Cacique de Ramos. As palmas dedicadas a Nelson Sargento representaram flores em vida para a patente do samba, o mestre dos grandes mestres que tem como desejo afinal fazer das nossas vidas uma sinfonia imortal

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