Feijoada nº 148 oficializa a nova versão do Diploma Seja Sambista Também

Feijoada nº 148 oficializa a nova versão do Diploma Seja Sambista Também

O Cacique de Ramos recebeu, neste domingo, 15 de março, uma das edições mais emocionantes de sua feijoada. O evento, que tem início às 13h, contou com uma tarde amistosa, com convidados estreantes e veteranos, além do balé de samba da Corte Glória Caciqueana.

O primeiro grupo a se apresentar foi o BB do Estuário e, como toda estreia no palco do Cacique, o grupo trouxe um misto de sentimentos que se revelaram antes, durante e depois de mostrar todo o talento e, como disseram seus integrantes, realizar o sonho dessa oportunidade. Foi protagonista de uma abertura emblemática.

O grupo Biguá subiu ao palco e, já acostumado a essa magia do Cacique, apresentou um repertório bastante variado. Nesta ocasião, a Diretoria de Ouro entregou ao grupo a nova versão do Diploma Seja Sambista Também, um dos títulos honoríficos do bloco mais cobiçados pelos artistas.

Em seguida, o BB do Estuário pediu a atenção do público para homenagear o Cacique de Ramos com uma placa celebrativa e uma flâmula, rendendo ainda mais emoção.

O Biguá seguiu cantando e encantando o público. Ambos os grupos posaram para fotos com os dirigentes do bloco na área reservada.

O primeiro grupo de samba da casa a se apresentar foi o Quintal do Cacique, que aproveitou a ocasião para gravar mais um audiovisual, registrando o repertório que vem sendo apresentado em palcos pelo país.

Depois, foi a vez do Caciqueando e, deste ponto de partida em diante, passou a atuar como anfitrião da roda para a Corte Glória Caciqueana, a porta-estandarte e os convidados musicais.

Renato da Rocinha foi um deles. Com presença cênica e forte identificação com o público, o cantor trouxe uma bagagem recheada de sucessos que garantiram a euforia do público. Acessível, atendeu os fãs com carinho e brindou com os diretores antes e depois de sua apresentação.

Em seguida, foi Jorge Alexandre, vocalista do grupo Quintal da Magia, que foi recebido na ribalta caciqueana. Seu destaque, além das músicas do próprio grupo, foram as cantigas de terreiro que embalam os sambistas. Jorge conhece bem os frequentadores do Cacique e soube usar essa vantagem.

Margarete Mendes, como sempre arrebatadora em sua performance, tem no público a marca de uma parceria fiel. Em um domingo de festa, certamente não poderia ficar de fora.

Mais do que em qualquer outra instituição carnavalesca, a roda de samba faz tanto sentido como no Cacique, onde essa tradição reina quase absoluta durante todo o ano, ao longo de mais de seis décadas. Sua execução só perde um pouco da força na semana dos desfiles do bloco, sendo, assim, considerada a pena mais alta desse cocar musical. E não poderia ser diferente neste mês em que a Tribo dos Bambas celebraria os 89 anos do saudoso líder Bira Presidente.

Feijoada com tempero de samba, aroma de alegria.

Nayra Cezari
ASCOM Cacique de Ramos