O dia 5 de abril de 2026 marcou o final da Quaresma com um Domingo de Páscoa e de roda de samba na quadra do Doce Refúgio.
Além do público que marca presença em todos os eventos da instituição, a Diretoria de Ouro, junto à presidente Karla Marcelly, ao vice-presidente Márcio Nascimento e à diretora-geral Cristhian Kelly, recebeu, ao som do grupo Caciqueando, a comitiva da coirmã Unidos de Vila Santa Teresa. A agremiação, que desfilou no Carnaval 2026 pela Série Prata do Carnaval carioca, na Intendente Magalhães, levou para a avenida o enredo sobre os 65 anos do Cacique de Ramos.
O fato de ser tema da referida escola de samba criou um elo de amizade entre as diretorias. A escola de samba conquistou o terceiro lugar na classificação geral deste ano, e aguarda os desdobramentos para o próximo Carnaval, que podem resultar na ascensão à Série Ouro e, consequentemente, no retorno, em 2027, à Marquês de Sapucaí.
Para deleite dos que admiram a dança do samba, os representantes da Corte executaram uma das apresentações mais imponentes da temporada, com Bruno Barão, Kayza Regina e Millena Gonçalves.
Na música, matéria-prima do evento, além do grupo Caciqueando, outros “caciques” desta tribo se apresentaram, honrando o nome e a trajetória de Bira Presidente. Gabrielzinho do Irajá foi o primeiro. O compositor iniciou a carreira ainda menino, à sombra das tamarineiras e como discípulo de Renatinho Partideiro. Gabriel mostrou-se ainda mais talentoso com o passar do tempo e galgou seu lugar no panteão dos mestres do partido alto, dos poetas do samba.
Reconhecido entre os artistas da música popular brasileira pela sensibilidade e complexidade de suas letras e canções, Gabriel é um digno representante de uma formação de caciqueanos que configuraram a cultura da roda de samba, como os que vieram antes deles, seguindo à risca os mandamentos do samba autêntico.
O cantor manteve o hábito de versar, inserindo as personalidades do bloco, e foi muito feliz e aplaudido, como em toda a sua apresentação.
Entre as fotografias que se tornam registros históricos, uma animação legítima deste reencontro foi capturada no espaço que leva o nome do saudoso líder.
Todos no Doce Refúgio também aguardavam a cantora Margarete Mendes entrar em cena. Responderam à sua atuação e, sobretudo, à força que emana de sua concepção artística.
Mesmo próximo ao encerramento do evento, o público se manteve reverente à história e ao que se executa, semanalmente, dentro dos muros caciqueanos, de forma que, até o último acorde, o povo acompanhou na palma da mão, no gingado e na alegria.
Nayra CezariASCOM Cacique de Ramos