O dia 20 de janeiro, feriado do padroeiro do Rio de Janeiro e do Cacique de Ramos, foi mais um dia de comemorações pelos 65 anos de história, samba e carnaval do bloco.
Uma tradição que vai além da celebração, a missa de aniversário do Cacique envolve todo o amor desta família, que faz da instituição um refúgio onde se preserva o samba autêntico, onde se exalta a folia pura e simples da rua, com componentes perseverantes ao longo dos anos.
O Cacique não é apenas um bloco carnavalesco. Entre as dezenas de agremiações, o Cacique abraça sua missão de salvaguardar o samba, produzindo todos os dias a cultura que o sustenta. Essa trajetória é reconhecida e, por isso, abençoada.
Como manda a tradição, a missa campal, realizada às 17h pelo Cônego Júlio, da Igreja Matriz São Geraldo, trouxe conforto e esperança em dias ainda melhores. Aos sete meses da despedida do Cacique Maior, a família de Bira Presidente e a família caciqueana se uniram em preces e agradecimentos. Sua passagem, muito sentida por todos, ainda não dá lugar à saudade, pois, para alguém tão importante na vida de centenas de pessoas, a falta ainda é maior do que qualquer lenitivo. Sua memória foi ovacionada pelos presentes, e os parentes se emocionaram.
No cortejo, a presidente Karla Marcely entrou com a imagem de São Sebastião, como seu pai fazia, e teve ao lado a companhia de sua irmã, a diretora-geral Christian Kelly, sendo seguida por Márcio Nascimento, vice-presidente. A seguir, veio a bandeira da Unidos de Vila Santa Tereza e os demais integrantes da Diretoria de Ouro.
Na homilia, a mensagem de força relembrou passagens do padroeiro, sua determinação e o amor a Deus manifestados em sua vida e martírio. As orientações acalantaram os corações e incentivaram a não sucumbir diante das flechas, a exemplo do santo.
As faixas e insígnias da Corte do Carnaval do bloco foram benzidas, assim como instrumentos da Bateria Tamarindo de Ouro e do grupo Caciqueando, a camisa do grupo Quintal do Cacique e o microfone da apresentadora Nayra Cezari, bem como o pavilhão da Unidos de Vila Santa Tereza e sua diretoria, capitaneada pela presidente Patrícia Drumond. A presidente do Cacique de Ramos devolveu os pertences a seus componentes após a bênção e os parabéns cantados por todos.
Foram momentos de fé e comunhão que deixaram a confraternização que veio a seguir ainda mais harmônica. Como nos moldes da fundação, a festa foi comunitária, com dirigentes e diretores servindo os presentes, cada um ajudando na organização da melhor maneira possível. Todos se deliciaram com os quitutes do buffet Sabores da Kel, enquanto a roda de samba, na palma da mão, reuniu integrantes do grupo Caciqueando e demais componentes, músicos, amigos e cantores em confraternização. Certamente, um encerramento das festas do Jubileu de Ferro que mostrou o Cacique em sua essência primordial.
Nayra CezariASCOM Cacique de Ramos