Caciqueando, Dedé Audácia, Corte Glória Caciqueana, Margarete Mendes, Flávia Saolli e festa junina da Ala Eu Sou Cacique marcaram a programação
O domingo, 14 de junho, teve um peso diferente no Cacique de Ramos. No dia em que se completou um ano da despedida de Bira Presidente, a quadra abriu suas portas para uma roda de samba do jeito que ele amava: com música, família, público fiel, visitantes, emoção e o Grupo Caciqueando regendo a batucada desde as 17h.
Logo no início da programação, a Ala Eu Sou Cacique trouxe descontração à data com sua festa junina. Componentes caracterizados, mesa de iguarias e clima de arraial deram leveza ao domingo de saudade. A participação teve ainda mais significado porque a ala carrega em sua logomarca a imagem do próprio Bira, mantendo sua marca junto aos componentes que seguem levando o nome do Cacique para além da quadra.
O Centro de Memória permaneceu aberto durante a programação, recebendo visitantes vindos de São Paulo e do Rio de Janeiro, que chegaram ao Doce Refúgio nesta data envolta pela saudade e pelo reconhecimento à história do fundador, Presidente de Honra e grande líder da Tribo do Samba.
No palco, o Grupo Caciqueando preparou o público para as participações da noite. O cantor convidado Dedé Audácia foi o primeiro a se apresentar, levando sua voz e seu carisma ao Doce Refúgio.
Na sequência, a Corte Glória Caciqueana brilhou com Bruno Barão, o Índio Caciqueano, e as musas Anna Coelho e Laila Avlis. Destaque eleito pelo bloco, a corte levou à roda a beleza, a representação e a reverência que acompanham as apresentações do Cacique.
O momento solene ficou com a Diretoria de Ouro no palco. Márcio Nascimento, vice-presidente do bloco, foi o porta-voz da homenagem a Bira Presidente e falou em nome da diretoria, da família Félix do Nascimento, da família caciqueana e de todos que reconhecem no eterno líder a maior referência deste movimento cultural.
Depois da solenidade, Margarete Mendes cantou acompanhada pelo Grupo Caciqueando e emocionou ainda mais quem prestigiou o evento. Nome fixo da programação, Margarete foi apadrinhada por Bira como intérprete do bloco e, ao longo do último ano, manteve sua lembrança com carinho em cada apresentação. No domingo que marcou um ano de sua despedida, sua atuação trouxe a convergência entre gratidão, memória e compromisso com o Cacique.
Flávia Saolli, outro nome entre as grandes sambistas da atualidade, encerrou as participações musicais da noite. Sua presença acrescentou energia à homenagem, somando sua voz às dezenas de vozes que ecoaram em respeito à memória de Bira.
Bira Presidente não caberia em um minuto solene. Por isso, a homenagem se espalhou pela quadra: no jeito de cada componente, no abraço de quem chegou de longe, na batucada do Caciqueando, na palavra da Diretoria de Ouro, na festa da Ala Eu Sou Cacique e no samba que segue escrevendo a história da Tribo.
Nayra CezariASCOM Cacique de Ramos