Cacique de Ramos dá as boas-vindas a fevereiro com roda de samba na véspera do Dia de Iemanjá

Cacique de Ramos dá as boas-vindas a fevereiro com roda de samba na véspera do Dia de Iemanjá

Já em ritmo da folia, o Doce Refúgio promoveu mais um encontro de bambas neste primeiro domingo de fevereiro, no dia anterior a uma das datas mais emblemáticas do calendário afro-religioso.

No início da programação, o Cacique de Ramos recebeu a equipe de Marketing do Norte Shopping para registrar imagens da quadra, de membros da diretoria e de alguns componentes, destinadas ao material audiovisual que marca os 40 anos do shopping vizinho da região.

A tarde, com ar refrescante, foi a anfitriã para o público, que chegou cedo e em caravanas para acompanhar a Roda de Samba desde o início dos batuques.

O grupo Caciqueando, afinando os acordes, acompanhou sem pressa a partida de futebol entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa, que teve resultado favorável para a equipe paulistana. Prontos para mais uma noite de samba, o grupo caprichou e colocou a roda no patamar que lhe é de direito, com o público marcando o compasso na palma da mão.

Seguindo o cronograma, a dança do samba foi protagonista com a Corte Glória Caciqueana em cena. O casal Índio Caciqueano e Musa de Ouro, Bruno Barão e Amanda Prestes, riscou o palco acompanhado da Rainha do bloco 2026, Elizabeth Cruz, e da Rainha da Bateria Tamarindo de Ouro, Cássia Anastácia, além da segunda princesa, Kaysa Regina, e da musa Laila Avlis.

A empatia com o público e a Corte é direta e reconhecida pela cumplicidade entre ambos. Soma-se a isso o olhar atento de Mônica Rocha, que conduz o segmento com cuidado e respeito, o que se reflete na ribalta.

Na sequência quase imediata, foi a vez de Lucas de Moraes pisar, pela primeira vez em 2026, no palco do Cacique. O cantor conhece bem este terreiro e seus frequentadores e apresentou um repertório que evidenciou a identificação do público com o Cacique.

Pausa técnica, e mais um artista com vínculo caciqueano foi chamado para integrar o evento. Margarete Mendes, que costuma abordar temas da ancestralidade e sambas que ganham eloquência singular em sua voz, surpreendeu neste domingo com um set de axé music, reunindo sucessos de Ivete Sangalo, Margareth Menezes e outros artistas baianos de grande projeção nos palcos e trios da folia. O resultado foi bem recebido pelo público, que também pôde saudar a Rainha do Mar em canções entoadas por Margarete Mendes.

De repente, um temporal atingiu o Rio de Janeiro, mas não abrandou a energia dos presentes, que encontraram abrigo sob o teto do Cacique e seguiram cantando juntos.

A Diretoria de Ouro pôde antever o que se desenha para o Grito de Carnaval 2026 no próximo domingo. O Caciqueando confirmou essa expectativa ao encerrar o evento com uma sequência de sambas-enredo, conduzindo o público ao clima do período momesco.

Nayra Cezari
ASCOM Cacique de Ramos