Neste domingo, 04 de janeiro, foi aberta a temporada 2026 das tradicionais Rodas de Samba do Cacique de Ramos.
Ainda em clima de festa, o evento serviu como pós réveillon em alto estilo. Com o grupo Caciqueando em cena, a Roda de Samba começou pontualmente às 17h, já com público expressivo. Sambistas de diversas agremiações, como os da Estação Primeira de Mangueira e da Imperatriz Leopoldinense, se juntaram aos componentes do bloco e aos demais visitantes caravaneiros. Entre as ilustres presenças, esteve o jornalista Felipeh Campos, que registrou cada detalhe e compartilhou em seus stories.
Lu Carvalho, sobrinha da eterna madrinha do Cacique, Beth Carvalho, foi convidada para cantar de surpresa e encantou com clássicos que são, até hoje, sucessos gravados pela tia de fama internacional. Em entrevista exclusiva à Cacique TV, Lu falou da relação com Beth, da turnê com o Samba Book e do espetáculo ABC do Samba. O conteúdo pode ser conferido no canal e no programa Na Levada do Samba.
Na sequência, levados por Lu Carvalho, Luana Gaudi e Leandro Costa, cantores vindos da terra da Garoa, tiveram a companhia de Lucas Calutt, vocalista do Bloco Bem Bahia, também de São Paulo, nesta visita ao Templo Sagrado do Samba.
Leonardo Bessa relembrou que, pelo terceiro ano consecutivo, é escalado para o primeiro domingo do ano. Com tempo extra para eliminar a saudade do palco e da família caciqueana, o intérprete e produtor fez jus à carreira no samba e no carnaval, com músicas que fizeram o povo vibrar. O repertório incluiu o pot-pourri de sambas-enredo da Academia do Samba, o Salgueiro.
Luana Gaudi e Leandro Costa fizeram um dueto charmoso, incorporando ao repertório, acompanhado pelo público, canções que ficaram marcadas pelas interpretações de Jovelina Pérola Negra, entre outros artistas.
A corte deu um show com Layla Avlis e Laryssa Maya, musas 2026, e a Rainha de Bateria Cássia Anastácia. Com molejo, as sambistas, que têm a dança do samba no coração, brilharam em técnica e elegância.
Também presente neste pontapé inicial para mais um ano de arte e cultura, Lobynho Paz voltou ao Cacique e representou os grandes compositores.
Margarete Mendes, a Negona do Axé, correspondeu à alcunha que detém tanto pelo seu lado espiritual, ligado ao culto das religiões de matriz africana, quanto por, nesta apresentação exclusiva, inserir músicas ao estilo axé, ritmo baiano que costuma empolgar o Brasil inteiro. Com a diva Margarete, os ritmos populares ganharam personalidade e despertaram até coreografias na plateia.
Mariano Maia, antigo de casa e requisitado por mais de uma dezena de blocos carnavalescos da cidade, teve a oportunidade de mostrar seu talento cantando obras de Almir Guineto. Aprovado por todos, o repertório de Mariano também alcançou o Carnaval com êxito.
Mais um paulistano presente neste dia, Rogerinho Amaral foi o último a fazer participação junto aos músicos residentes do Caciqueando. A beleza deste momento ficou por conta de ser uma estreia bastante comentada e emocionante.
Quem também bateu ponto no Doce Refúgio, apenas para rever os amigos e aproveitar o final de domingo, foi Jonathan “Mamute”, vocalista do Grupo Revelação. Detentor do Diploma Prata da Casa do Cacique de Ramos, o artista atendeu os fãs e abraçou a Diretoria de Ouro, com votos de mais um bom ano para todos.
Com a ausência da presidente Karla, que aproveitou o período de renovação de ciclo para férias e descanso, o vice-presidente Márcio Nascimento comentou sobre este primeiro evento do ano: “O Cacique é muito abençoado. A cidade está lotada e nossa quadra também. A previsão do tempo, mesmo com a possibilidade de chuva, se rendeu ao clamor dos sambistas. O Cacique está lindo”.
A noite foi encerrada em clima de confraternização, celebrando a movimentação que mobilizou o público a desfrutar deste encontro da Tribo dos Bambas, com seus poetas, batuqueiros e, principalmente, com a legitimidade que marca a abertura de mais uma temporada das Rodas de Samba do Cacique de Ramos.
Nayra CezariASCOM Cacique de Ramos