150 edições de feijoada e samba no Doce Refúgio

150 edições de feijoada e samba no Doce Refúgio

Programação reuniu shows, homenagens, gravações audiovisuais e representantes do samba e do carnaval carioca.

 A 150ª Feijoada, realizada neste domingo, 17 de maio, começou com o grupo Caciqueando e, na segunda parte, entrou em cena o Batuque do Bom. Ao final da apresentação, os convidados, que estrearam no Doce Refúgio nesta ocasião, agradeceram com muito carinho ao diretor musical Ronaldo Felipe, que escalou os músicos para este dia especial.

Na sequência, Enzo Belmonte e sua banda conduziram o evento. Estimado por todos no Doce Refúgio, o artista apresentou seu show completo, de arranjos refinados e repertório personalizado, com sucessos de assinatura própria e clássicos do samba autêntico, entre curimbas de seu projeto Axé, destaques da carreira da eterna madrinha do Cacique e do artista, Beth Carvalho, sambas-enredo da Estação Primeira de Mangueira e outras agremiações do Grupo Especial do carnaval carioca. Enzo também recepcionou a Corte Curumim, que deu um show de carisma e de samba no pé. As pequenas princesas encantaram o evento ao som dos hinos do bloco.

Enquanto no palco a música e as performances chamavam a atenção, a feijoada era saboreada e exaltada pela qualidade e tradição.

Outro ponto de confraternização foi a visitação recorde registrada pelo Centro de Memória.

Com o Caciqueando de volta à roda de samba, a Diretoria de Ouro e sua comandante, Karla Presidente, saudaram o público em agradecimento pela parceria nestas 150 edições do evento ao longo dos anos. Depois, foi a vez de a porta-estandarte brilhar com o pavilhão do bloco.

Ao vice-presidente Marcio Nascimento coube a missão de falar sobre o falecimento de Noca da Portela, exaltando sua conexão com a casa, o hino cantado há mais de 40 anos e que dá nome ao grupo residente do Cacique de Ramos.

Em seguida, foi a Corte Glória Caciqueana que arrebatou a quadra durante a gravação do vídeo release que passará a constar no portfólio da instituição.

O compositor e cantor Moisés Santiago assumiu o palco e repetiu o sucesso de todas as suas apresentações com outro hino do samba, “Vai Lá, Vai Lá”, que chega a 32 anos sendo cantado em rodas de bambas de todo o país. O pot-pourri de sambas-enredo que o consagrou em escolas como Salgueiro e Imperatriz Leopoldinense encerrou sua participação nos braços do povo.

Aproveitando a animação do público, o Caciqueando gravou um audiovisual com sambas de Zeca Pagodinho e lançamentos que estarão disponíveis em breve nas plataformas digitais.

Entre o intervalo para o último set, foram anunciadas presenças ilustres, como Helinho Motta, presidente da Edimusa, gravadora da LIESA; Yasmim Lima, musa da comunidade da Unidos de Vila Isabel; a comitiva do bloco Cervejeiros; e parte da Velha Guarda da “Rainha de Ramos”, a Imperatriz Leopoldinense.

Uma festa à altura das 150 edições deste projeto, alinhado com as diretrizes de Bira Presidente e que segue, com sua família e sua diretoria, mantendo o zelo dedicado aos sambistas.

Nayra Cezari
ASCOM Cacique de Ramos